Capítulo 1 - Parte 1
(Além da floresta)
(despertador toca) - (Vitória desliga o despertador com um tapa)
Vitória: Ah, meu Deus, tô atrasada! Quantas vezes eu apertei a soneca? Ahr.
Narradora: Vitória acorda atrasada para a escola, escova os dentes, toma banho, lava o rosto, come sucrilhos (barulho de sucção)
e corre até a escola.
Vitória: (som de respiração cansada) Oi Lucas, oi Gabriel.
Lucas: Oi, Vitória.
Narradora: Lucas responde e Gabriel apenas balança a cabeça.
Vitória: Tudo bem?
Lucas: Sim, estamos bem. Vamos lá na cantina pegar uma água para você, parece que você correu uma maratona.
Vitória: Não, estamos atrasados para a aula.
Narradora: Lucas olha pra Vitória com um olhar confuso.
Lucas: Não, a gente não tá atrasado.
Narradora: Vitória acha estranho.
Vitória: Mas eu vi no relógio e estava atrasada.
Lucas: O seu relógio estragado?
Vitória: (com voz baixa) Estragado?
Narradora: Lucas ri da cara de Vitória.
Lucas: Vamos logo, senão daqui a pouco vamos estar atrasados mesmo.
Narradora: Ao chegar à cantina, Vitória vê Akira, corre até ela e diz:
Vitória: Bom dia, Kira.
Akira: Bom dia, Vitória. Como você estar?
Vitória: Eu estou bem, e você?
Akira: Estou bem, só estou procurando o Jonathan, não acho ele em lugar nenhum.
Vitória: (revirando os olhos) Ah, seu namorado. Não gosto dele.
Akira: Por que? Ele te fez alguma coisa?
Vitória: Não, apenas acho ele estranho, mas fazer o quê? Fé nos malucos. Você gosta assim, não posso fazer nada.
[Sirene de emergência toca]
Alto-falante: Aviso isso não é um teste. Aviso isso não é um teste. Os infectados invadiram a cidade.
Peço que fiquem calmos...
(Todos correm)
Akira: Meu Deus, infectados. Vão matar a gente!
Vitória: Não, não vão!
Narradora: Vitória, Akira e os meninos correm o mais rápido possível para a casa da Vitória. Chegando lá,
eles pegam tudo que conseguem e correm para a floresta.
Akira: Tá maluca? Eu que não vou para a floresta.
Vitória: Ah, então você prefere ficar aqui na cidade, onde logo logo vai encher de infectados?
Akira: Sim, aí depois eu entro na floresta pra pegar seu cérebro.
Vitória: Akira, deixa de ser burra! Eles não são zumbis. Vamos logo!
Akira: Já falei que não.
(Um infectado bate na janela)
Akira: Ahhh!!!
Narradora: E todos correm até a floresta. Assim que eles chegam na entrada da floresta, Gabriel diz:
Gabriel: (suspiro) Nossa... eu sabia que a floresta era longe da cidade, mas nunca imaginei que um dia precisaria correr até aqui.
Eu voto em descansar um pouco.
Narradora: Todos concordam e eles param, até que Lucas diz:
Lucas: Gente, vamos continuar, porque se a gente ficar aqui, daqui a algumas horas eles chegam e a gente não vai ter pra onde correr.
Akira: É... eu concordo. Tipo, a gente não sabe o que a gente não sabe ainda.
Lucas: Ué?
Akira: O que é a praga, como curar.
Gabriel: É... filosofou.
Lucas: Tá, vamos continuar então.
Narradora: E todos começam a andar. Andando pela floresta, eles encontram um rio e param para se lavar.
Os meninos vão primeiro, enquanto as mulheres vão arrumar algumas coisas para passar a noite.
Assim que os meninos terminam de tomar "banho", eles se vestem, e Vitória e a Akira vão.
Assim que as duas entram na água, percebem que algo está estranho. Elas pensam: "A água está brilhando?"
Akira encantada, mergulha até o fundo para ver o que ela descobre, e era apenas pedras que brilhavam por algum motivo,
elas não sabiam qual. Akira decide pegar uma. Assim que ela pega aquilo, começa a brilha mais.
Quando ela percebe, não era pedra, mas sim ovos da praga. Akira e Vitória se assustam e saem rápido do rio.
Enquanto isso, Lucas e Gabriel estavam preparando a comida, pois precisavam recuperar a energia para continuar a andar.
Lucas: Aquela água parecia estranha... você não achou? Não tô com um bom pressentimento.
Gabriel: Um pouco, mas acho que não, deve ser só impressão.
Lucas: Assim espero.
Narradora: Akira e Vitória voltam correndo e gritando. Lucas e Gabriel escutam e vão até elas.
Lucas: Aconteceu alguma coisa?
Gabriel: Vocês estão bem?
Vitória: Vamos embora daqui agora!
Narradora: A única coisa que eles sabiam sobre a praga é que, antes de nascer, os ovos brilham intensamente.
Assim que elas contam o que aconteceu, eles correm, pegam as coisas e fogem. Depois de correr muito, eles param.
Akira: Ah, gente... eu já tô cansada, vamos descansar um pouco?
Gabriel: Somos dois. Se continuarmos assim amanhã não vou conseguir nem andar. (sentando em uma pedra)
Essa pedra com muco parece tão confortável... (bocejo)
Vitória: Tá... tá bom, vamos descansar.
Narradora: E eles dormem. Vitória sonha e, nesse sonho, ela vê a si mesma, ou o que deveria ser.
Ela estava com os cabelos castanhos, uma expressão de medo, e gritava… gritava por socorro.
Vitória acorda assustada do pesadelo. Assim que ela acorda, todos já estavam acordados.
Akira: Vitória, está tudo bem?
Vitória: Sim, eu tô... só um pouco preocupada pelo que aconteceu ontem.
Narradora: Gabriel vai até Vitória e entrega algo nas mãos dela.
Gabriel: Ô, você tem que comer.
Narradora: Vitória sorri e agradece.
Vitória: Obrigada, Gabriel.
Narradora: Gabriel não diz nada, só balança a cabeça, se vira e vai embora. Lucas acha isso meio estranho e pergunta a Gabriel.
Lucas: Gabriel, desculpa perguntar, mas o que aconteceu entre você e a Vitória? Eu gostaria de saber?
Gabriel: (olhando nos olhos do Lucas) Não aconteceu nada, Lucas.
Narradora: Lucas acha estranho o comportamento dele, pois Gabriel era muito brincalhão, só que, com o tempo ele foi ficando assim.
Mas Lucas não pensou muito nisso, pois tinha que lidar com outras coisas.
Akira começa a se preocupar com Jonathan, pois ela não tinha encontrado ele e se pergunta: Será que ele tá bem?
Akira: (sussurrando) Droga, Jonathan, por que se atrasou de novo?
Narradora: Após Vitória escutar ela cochichando sozinha, Vitória pergunta:
Vitória: Amiga, você tá ficando doida? Você tá falando sozinha.
Akira: O quê? Não, só tô me perguntando se o Jonathan tá bem, porque eu não achei ele antes da gente fugir.
Narradora: Percebendo a preocupação da amiga, Vitória senta ao lado dela e diz:
Vitória: O Jonathan é uma praga, não vai morrer tão fácil.
Akira: (risadinha) Tomara.